Agir preventivamente para minimizar os riscos de introdução de pragas quarentenárias, presentes ou ausente, é o objetivo do Grupo de Trabalho em Análise de Risco de Pragas (GTARP) criado pela Agência de defesa Agropecuária da Bahia (Adab), órgão vinculado à Secretaria Estadual da Agricultura (Seagri). A reunião ocorrida nesta terça-feira (29), na sede da Agência em Salvador, foi o ponto de partida para o trabalho que ainda visa a implantação do laboratório para recebimento, triagem e identificação de pragas.
 
O grupo tem como coordenador o engenheiro agrônomo e fiscal estadual agropecuário da Adab, Raimundo José Ferreira, que também é o idealizador do projeto. O GTARP será formado por coordenadores de programas e coordenadores ou representantes das 15 regionais e terá como QG a estrutura física da Adab em Jequié.
 
“O grupo é pioneiro no Brasil e irá desenvolver um banco de dados sobre pragas quarentenárias e potencialmente quarentenárias associadas às culturas, estabelecer as possíveis vias de acesso, bem como estabelecer metodologias a serem seguidas nos trabalhos de campo, seja para prospecção e prevenção”, esclarece o diretor de Defesa Sanitária Vegetal, Armando Sá, lembrando que ainda vai coibir a expansão de Pragas Não Quarentenárias Regulamentadas (PNQR).
 
Para o diretor geral, Paulo Emílio Torres, a Agência está favorecendo o controle fitossanitário e evitando os prejuízos econômicos gerados com a introdução de pragas, como foi o caso da Helicoverpa armígera nas lavouras de soja, algodão e milho do oeste baiano. “As recentes introduções de pragas no estado refletem o risco que a o agronegócio baiano está exposto. Precisamos estar preparados e agir preventivamente é a solução para evitar os danos irreparáveis às cadeias produtivas”, esclareceu Torres.
 
A Análise de Risco de Pragas (ARP) é um instrumento oficial utilizado para salvaguardar o agronegócio nacional das possíveis introduções de pragas.
 
 
Ascom Adab
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